terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Não sabemos. Ah, afinal já sabemos!
Apesar dos portais da imprensa escrita terem conseguido descolar, a custo, do modelo do jornal impresso, há resquícios que permanecem. É o caso da homepage do DN de 31.12.2012, 5:33. No editorial, com um "s" comido pela crise:
"Chegamos ao último dia de 2012 sem saber ainda o que fará o Presidente da República ao Orçamento do Estado".
Tudo a ver com o destaque cimeiro do lado oposto: "Cavaco Silva já promulgou o OE 2013".
Editorialistas de plantão 24 horas? Jornalista sénior de plantão, com autonomia para resolver casos destes?
Bastava incluir uma notinha de rodapé no editorial, dando conta das novas circunstâncias, ou até só a hora a que foi publicado.
"Chegamos ao último dia de 2012 sem saber ainda o que fará o Presidente da República ao Orçamento do Estado".
Tudo a ver com o destaque cimeiro do lado oposto: "Cavaco Silva já promulgou o OE 2013".
Editorialistas de plantão 24 horas? Jornalista sénior de plantão, com autonomia para resolver casos destes?
Bastava incluir uma notinha de rodapé no editorial, dando conta das novas circunstâncias, ou até só a hora a que foi publicado.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Estes gajos da Google não existem!
Agora deram em publicar doodles personalizados. No caso, dando os parabéns à Mariana. Personalizados e exclusivos, porque só a aniversariante vê o doodle, estando logada com um endereço de correio electrónico do gmail.
Os que não fazem anos neste dia, ou fazendo, não têm gmail, vêem o doodle dos Jogos Olímpicos.
Boa, Google, boa!
Os que não fazem anos neste dia, ou fazendo, não têm gmail, vêem o doodle dos Jogos Olímpicos.
Boa, Google, boa!
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Relvas apaixonado
Não sabíamos de mais esta exemplar peça de jornalismo de investigação made in Correio da Manhã. Fomos alertados para a dita por Pacheco Pereira, no "Ponto - Contraponto", da SIC.
Pacheco Pereira considerou esta prática inqualificável, execrável, por aí. Assinamos por baixo, por cima, pelas laterais e pelas alas.
Mas o que aqui nos traz não é o gosto por botar assinatura, até porque a nossa caligrafia nunca foi lá grande coisa; antes, mostrar como o Google serve de índice ao que os cibernautas mais procuram na web.
Se o Google não mente - e quem somos nós para lançar tamanha aleivosia! -, não dá para procurar "Relvas apresenta medidas contra os fogos florestais".
Não dá, porque ao oitavo caracter mais um espacinho de permeio, o motor dos motores logo nos oferece ementa mais apetitosa - apupos e paixões.
Para que conste.
Pacheco Pereira considerou esta prática inqualificável, execrável, por aí. Assinamos por baixo, por cima, pelas laterais e pelas alas.
Mas o que aqui nos traz não é o gosto por botar assinatura, até porque a nossa caligrafia nunca foi lá grande coisa; antes, mostrar como o Google serve de índice ao que os cibernautas mais procuram na web.
Se o Google não mente - e quem somos nós para lançar tamanha aleivosia! -, não dá para procurar "Relvas apresenta medidas contra os fogos florestais".
Não dá, porque ao oitavo caracter mais um espacinho de permeio, o motor dos motores logo nos oferece ementa mais apetitosa - apupos e paixões.
Para que conste.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
E porque é que poupam o novo?
Porque é que só desafiam os velhos? Estes jovens não têm vergonha, a meterem-se assim com os antigos?
quarta-feira, 11 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Há, mas são verdes!
Há meia-noite? Há, é verdade, confirmo, como há meio-dia,
onze horas, dez e quarenta e cinco, onze menos sete.
“Há meia-noite de 21, haverá fogo-de-artifício” é que já não devia haver, não. E no “Correio da Manhã”, segundo revelou em tempos o seu director, continua a ver, a aver, desculpem, a haver revisores.
Pelos vistos, a precisarem de revisão. Só pode.
PS: O mau exemplo do bizarro relatório sobre a privatização da RTP, vindo a público com a chancela de um doutorado muito respeitado por Mário Crespo, de seu nome João Duque, Presidente do reputado ISEG, e de um ex-director do Público, de seu nome José Manuel Fernandes, não faz erroprudência, uma espécie de jurisprudência para os erros de palmatória.
Era com aquelas de quatro olhos, e com força, para ver se aprendiam…
“Há meia-noite de 21, haverá fogo-de-artifício” é que já não devia haver, não. E no “Correio da Manhã”, segundo revelou em tempos o seu director, continua a ver, a aver, desculpem, a haver revisores.
Pelos vistos, a precisarem de revisão. Só pode.
PS: O mau exemplo do bizarro relatório sobre a privatização da RTP, vindo a público com a chancela de um doutorado muito respeitado por Mário Crespo, de seu nome João Duque, Presidente do reputado ISEG, e de um ex-director do Público, de seu nome José Manuel Fernandes, não faz erroprudência, uma espécie de jurisprudência para os erros de palmatória.
Era com aquelas de quatro olhos, e com força, para ver se aprendiam…
Para os que já se não lembram, aqui fica:
P. 7 do Relatório do Grupo de Trabalho para a definição do conceito de serviço público de comunicação social
domingo, 8 de julho de 2012
Para onde foi o Zezinho?
A conclusão automática do Google pode dar jeito, pode
atrapalhar, mas oferece-nos, sem dúvida, o ar do tempo. Das dúvidas mais
estrambólicas às questões mais prosaicas, ali encontramos um pouco de tudo.
Se o algoritmo do google não estiver pirado, poucos quererão saber PARA ONDE vamos depois de morrer, COMO FAZER para sermos felizes, ou O QUE DEVEMOS fazer para ajudar o país a sair da crise.
O paradeiro do Zezinho lidera as preocupações dos internautas em português; segue-se a fuga à zona de conforto sugerida pelo actual governo. Quem decidiu ficar por cá vai aproveitar os benefícios da TDT mas precisa de saber para onde virar a antena.
Se o algoritmo do google não estiver pirado, poucos quererão saber PARA ONDE vamos depois de morrer, COMO FAZER para sermos felizes, ou O QUE DEVEMOS fazer para ajudar o país a sair da crise.
O paradeiro do Zezinho lidera as preocupações dos internautas em português; segue-se a fuga à zona de conforto sugerida pelo actual governo. Quem decidiu ficar por cá vai aproveitar os benefícios da TDT mas precisa de saber para onde virar a antena.
Há mais, nos exemplos que se seguem, gente que ainda não sabe como fazer para engravidar. Alto lá, esta pode ser muito pertinente. Será que são putos de cinco anos a empurrar a pergunta para o topo da conclusão googliana?
Não sejam precipitados, não extraiam logo conclusões automáticas…
sexta-feira, 6 de julho de 2012
DICIONÁRIO ILUSTRADO - Batalha Naval
Usavam-se umas folhas de almaço quadriculado, onde se desenhavam dois quadrados
para cada jogador. Divididos noutros mais pequenos, numa quadrícula
10x10, eram numerados no alto, na horizontal, de um a dez, e na vertical
com letras do A ao J. Era o que se dizia então, um jogo de tabuleiro
com dois malandrecos, no qual cada um tinha de adivinhar em que
quadrados estavam os navios do oponente. Era bué da fixe – ou muita
giro, como então se dizia.
continuar a ler aqui
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DICIONÁRIO ILUSTRADO - Carapau de corrida
Ouvi há pouco tempo uma explicação
interessante, e não completamente descabida, sobre a origem da expressão
«carapau de corrida», que sempre me intrigou!
O peixe é vendido pelos pescadores nas lotas, em leilões «invertidos», ou seja, com os preços a serem rapidamente anunciados por ordem decrescente, até que o comprador interessado o arremate com o tradicional «chiu!». Isto implica que o melhor peixe, e o mais caro, é o que é vendido primeiro, ficando para o fim o de menor qualidade. Em tempos anteriores ao transporte automóvel, as peixeiras menos escrupulosas compravam esse peixe no fim da lota, por um preço baixo, e corriam literalmente até à vila ou cidade, tentanto chegar ao mesmo tempo que as que tinham comprado peixe melhor e mais caro na lota (e tentando vendê-lo, evidentemente, ao mesmo preço que o de melhor qualidade). Nem sempre os fregueses se deixavam enganar, e percebiam que aquele carapau era «carapau de corrida», comprado barato no fim da lota e transportado a correr até à vila. Hoje ainda, o que se arma em carapau de corrida julga-se mais esperto que os outros, mas raramente os consegue enganar.
«Carapau de corrida» é uma expressão usada para descrever uma pessoa convencida, alguém que se julga mais esperto do que os outros. Usa-se normalmente com o verbo armar: «Armar-se em carapau de corrida.»
O peixe é vendido pelos pescadores nas lotas, em leilões «invertidos», ou seja, com os preços a serem rapidamente anunciados por ordem decrescente, até que o comprador interessado o arremate com o tradicional «chiu!». Isto implica que o melhor peixe, e o mais caro, é o que é vendido primeiro, ficando para o fim o de menor qualidade. Em tempos anteriores ao transporte automóvel, as peixeiras menos escrupulosas compravam esse peixe no fim da lota, por um preço baixo, e corriam literalmente até à vila ou cidade, tentanto chegar ao mesmo tempo que as que tinham comprado peixe melhor e mais caro na lota (e tentando vendê-lo, evidentemente, ao mesmo preço que o de melhor qualidade). Nem sempre os fregueses se deixavam enganar, e percebiam que aquele carapau era «carapau de corrida», comprado barato no fim da lota e transportado a correr até à vila. Hoje ainda, o que se arma em carapau de corrida julga-se mais esperto que os outros, mas raramente os consegue enganar.
«Carapau de corrida» é uma expressão usada para descrever uma pessoa convencida, alguém que se julga mais esperto do que os outros. Usa-se normalmente com o verbo armar: «Armar-se em carapau de corrida.»
«Armar-se
em carapau de corrida» significa, precisamente, tentar impressionar os
outros com manifestações pueris de exibicionismo fácil, e tem como
expressões equivalentes, entre outras, «armar-se aos cágados» e
«armar-se ao pingarelho».
Nuno Carvalho :: 22/02/2007
A palavra carapau é composta por aglutinação (cara + pau)?
Não há qualquer referência a essa formação em nenhum dos dicionários consultados. O nome carapau
aparece apenas designado geralmente como um «peixe teleósteo,
comestível, da família dos Carangídeos, muito abundante em Portugal,
também conhecido por chicharro, carapau branco, etc.». A origem deste
nome é obscura, pelo que talvez seja aconselhado não especular…







































